18.7.07

Projectos de Educação em Ciências e TIC

Neste site da Marcia Linn existem ligações para projectos de Educação em Ciências e TIC http://tels.berkeley.edu/~mclinn/ Interessa-me por exemplo o TELS e o WISE.

Comunidades online e desenvolvimento profissional de professores

Havelock, B. (2004). Online Community and Professional Learning in Education: Research-Based Keys to Sustainability. Association for the Advancement of Computing In Education, 12(1), 56-84. Resumo: Though the concept of online community has been heralded as a promising tool to support teacher professional development, a robust and meaningful definition remains elusive. This review draws together research on community, teaching, and learning in traditional and online settings. Examples of current efforts in the field of online learning communities for teachers are described, and guidelines for their success and utility are synthesized from this diverse body of research. http://www.editlib.org/index.cfm/files/paper_1679.pdf?fuseaction=Reader.DownloadFullText&paper_id=1679 Um artigo que pode interessar sobre desenvolvimento profissional de professores e comunidades online. Talvez se possa associar ao uso de plataformas (moodle) na formação de professores. Ver também http://www.elearnspace.org/

Um artigo sobre o projecto CoVis

Distributed collaborative science learning using scientific visualization and wideband telecommunications* Roy D. Pea, Daniel C. Edelson, and Louis M. Gomez Northwestern University http://www.covis.northwestern.edu/info/papers/pdf/pea-aaas-94.pdf Um artigo sobre um projecto americano (CoVis) sobre science education e tecnologias. É já um bocadinho antigo mas é um dos importantes de início nos EUA e por isso ainda pode interessar cá em Portugal. Para ler e guardar a referência!

Um blog de um projecto de investigação (IMPALA)

IMPALA- INFORMAL MOBILE PODCASTING AND LEARNING ADAPTATION investigates the impact of Podcasting on student learning and how the beneficial effects can positively be enhanced. http://www2.le.ac.uk/projects/impala É um projecto de investigação. Para além do conteúdo que pode vir a interessar-me nestas próximas aventuras sobre e-learning, achei interessante o blog sobre o projecto e a forma como os diversos materiais estão organizados. Pode interessar para o LEARN naquele conceito de organizar uma rede sobre a investigação dos vários membros da equipa.

13.7.07

Começar a organizar-me

Uma das coisas mais difíceis para mim é a organização. Por onde começar? onde e como "arrumar" o que vou encontrando para não voltar a perder? que ferramentas tecnológicas usar com este objectivo? que categorias criar? Por isso, decidi pelo menos como primeira aproximação, usar este espaço que aliás surgiu já a pensar em organização. Vai ser o sítio para dar os primeiros passos na organização de coisas. Começo por alguns links para blogs parceiros de jornada http://meudoutoramento.blogspot.com/ Neste já percebi que vou querer olhar para alguns links sobre investigação qualitativa Este também pode ter piada pelo conceito e pelo tema que é abordado na investigação http://www.teachandlearn.ca/blog/

19.6.07

De intenções ...

De intenções diz-se estar o inferno cheio! ... Estas são algumas escritas "ao sabor da pena". Terei de fazer uma escolha mas talvez me possa dedicar a algumas delas nos próximos tempos. São sobre a integração das TIC na Educação e, em particular, na Educação em Ciências e surgem na continuidade dos meus interesses de âmbito profissional. Aqui vão: - Aprofundar de uma forma sistemática e organizada a reflexão sobre o papel das TIC na Educação, e, em particular, a sua integração na Educação em Ciências; - Contactar com projectos e equipas de investigação na área das TIC e Educação; - Retomar a investigação em Educação, em particular em temas relacionados com a integração das TIC e com o seu papel na aprendizagem de Ciências. Enuncio algumas questões mais específicas, cuja problematização e aprofundamento me interessam: Que papel podem desempenhar as ferramentas tecnológicas e as plataformas de comunicação e colaboração na aprendizagem de ciências? Que aprendizagens são privilegiadas (a alunos, a professores, à comunidade) com a utilização de ferramentas de trabalho colaborativo? Que mudanças podem promover estas ferramentas nas práticas de professores (e de alunos)? Que papéis assumem os vários intervenientes (alunos, professores,…) na dinamização destes espaços “virtuais” de trabalho? Que implicações da utilização de ferramentas tecnológicas de comunicação e colaboração : nos currículos e na sua concretização? no conceito de sala de aula? no tipo de propostas de actividades solicitadas? nos recursos que são disponibilizados? nas metodologias que se privilegiam? na avaliação que se leva a cabo? Que “ingredientes” favorecem a formação de redes (comunidades) de partilha e interacção nestes meios? Que constrangimentos existem?

25.10.06

Actividades experimentais nas aulas de ciências

Publico aqui um texto da NSTA (National Science Teacher Association), uma associação de professores de ciência americana, sobre a importância de realizar actividades experimentais nas aulas de ciências. Podem ler em http://www.nsta.org/positionstatement&psid=16

22.7.06

Aprendizagem situada e resolução de problemas

Desde que comecei a ouvir falar de aprendizagem situada que tinha vontade de ler alguma coisa de Wolff-Michael Roth por saber que era alguém que fazia investigação em educação científica usando esta perspectiva. Contudo, até agora, sempre que pegava num artigo não conseguia chegar ao fim. Ler em inglês algo muito novo com um vocabulário que não se domina (diferente do vocabulário das ciências experimentais e da educação na perspectiva cognitivista) exige sempre um maior esforço e investimento. Agora voltou o interesse, não só pela primeira razão mas também porque passei a querer estar atenta aos escritos sobre actividades experimentais em ciência. Finalmente, encontrei numa publicação recente do Centro de Investigação em Educação da FCUL uma tradução de um dos artigos (*) que parece reunir estes meus dois interesses e voltei a tentar. A leitura do artigo despertou em mim algumas questões e reflexões que me apetece partilhar neste espaço. Quando no final dos anos noventa fiz o meu primeiro ensaio de investigação em Didáctica das Ciências (**), trabalhei a área da Resolução de problemas em ciências. Importa dizer que esta é uma área de investigação que vive e evolui tendo por suporte as correntes da psicologia cognitivista. É uma área sobre a qual existe, na educação científica, principalmente desde os anos sessenta, um grande volume de investigação realizada. Nessa altura tive dificuldade em aceitar algumas das definições base desta teoria que fui tentando questionar. Basicamente, entre outras: 1. as definições de problema e de resolução de problemas que aparecem na literatura reflectem sempre o conceito de problema dos professores e investigadores e nunca o que poderá ser considerado um problema para um aluno ou um aprendiz. Isto é, um problema é o que os investigadores acham que será mas não aparece nunca nenhuma investigação que encontre uma definição de problema tendo perguntado ao aluno qual é a sua definição; 2. um problema é sempre algo que na procura de soluções exige o uso de capacidades cognitivas de nível elevado; as situações que exigem destreza procedimental ou que fazem apelo ao uso de capacidades cognitivas mais básicas não são consideradas situações problema. Lembro-me de na altura ter questionado isto profundamente. Usei uma situação experimental em que era exigido aos alunos a utilização de uma balança pesa-cartas, instrumento que eles nunca tinham usado nem conheciam. Para resolver a situação que lhes era proposta e que versava a demonstração experimental da Lei de Lavoisier, era necessário que soubessem manusear a balança, escolher uma escala conveniente, em suma, que soubessem pesar usando o pesa-cartas. Só assim poderiam avançar e dar resposta às questões que se seguiam. Classifiquei a situação considerando-a um problema para os alunos, já que era algo novo, não familiar tanto em relação às características da situação propriamente dita como pelos procedimentos que era necessário usar para encontrar uma resposta. A minha decisão mereceu alguma discussão. A situação não poderia ser considerada um problema porque o que estava em causa era o domínio de capacidades de natureza procedimental! Parece-me que a perspectiva situada da aprendizagem e o artigo de W-M Roth me vieram dar razão na crítica à resolução de problemas tal como é entendida pelos cognitivistas. No próximo post irei procurar explicar porquê! (continua...)

(*) Roth, W-M (2004). Conhecimento situado e aprendizagem durante as actividades laboratoriais in Valente, M. O. e Ponte, J. P. (org.). Questões Actuais na Didáctica das Ciências e da Matemática. Lisboa: Centro de Investigação em Educação-FCUL (completar, rectificar referência!)

(**) Faria, T.S. (1998, Outubro) A Resolução de Problemas e o Pensamento Crítico no Ensino da Física e da Química. Dissertação de mestrado não publicada, FCUL, Lisboa.

20.7.06

Um seminário do CIE

Hoje voltei ao "povoado" como comentei com alguém. Estive num seminário do CIE "Actividades Linguísticas no Ensino das Ciências". O seminário integra-se nas actividades do projecto PEC. Foi a oportunidade para rever algumas colegas, antigos alunos da Didáctica das Ciências e outras pessoas conhecidas. Foi bom voltar a ouvir algumas coisas sobre investigação no ensino das ciências mesmo que sem grandes novidades. Ouvi falar das ALI (Actividades Laboratoriais de Investigação) que me pareceu beberem da linha de investigação em resolução de problemas, a mesma filosofia, aplicada às actividades de laboratório. O bichinho está cá, mas os cognitivistas não me despertam neste momento um grande apetite. Tudo já muito visto, é assim que sinto... Na linguística, aí sim, muita coisa nova e deu para perceber as dificuldades dos alunos. Por um lado só percebemos um texto quando dominamos 95% do seu vocabulário. Sabiam? Por outro lado, existem 5 a 8 tipos diferentes de estrutura nos textos informativos, os que usamos em ciência. Ao contrário, o texto narrativo é muito mais simples, apenas com um tipo de estrutura e este é o tipo de texto que mais se trabalha na disciplina de Língua Portuguesa. Dá para perceber alguns insucessos e a nossa preocupação para trabalhar o texto informativo com os alunos. Convém que estas questões sejam tidas em conta nas actividades para implementação do Plano Nacional de Leitura que o Governo acaba de lançar.

18.5.06

CoPhyLab: um site para explorar

Este é um site que quero explorar. Vou deixar aqui a referência para não me esquecer! http://cophylab.no-ip.org/ CoPhyLab-Collaborative science Laboratory-Students and Teachers from different Schools and Universities working together in Natural Sciences Exemplo de trabalho colaborativo em Ciências usando uma plataforma. Depois direi o que descobri e o que me interessou. Podem perguntar por que razão me interessa este site. É que, além da questão das actividades experimentais propriamente ditas existem algumas questões com elas associadas para onde me apetece dirigir a atenção, como por exemplo: Que mais valias pode, a utilização de uma plataforma de comunicação e colaboração por professores e alunos, introduzir na planificação e realização de actividades experimentais em ciências? Que novas dinâmicas se criam? Que metodologias privilegiar? Que constrangimentos se colocam? Que tipo de aprendizagens são favorecidas? Que espaços-tempos são privilegiados? É a sala de aula? São espaços extra-aula? Clubes? sala de computadores? Centro de recursos? Que papéis assumem os vários intervenientes (professores,(dinamizadores), alunos...